Remexendo o baú de trabalhos recentes, bati nesse material que preparei em 2007. O INPE foi contactado pelo senhor Ozires Silva, na época articulando a fundação de uma OSCIP para gerir o Parque Vicentina Aranha, em São José dos Campos. Tivemos uma reunião com seu representante senhor Manoel de Oliveira, onde apresentamos esse material.
Trata-se de uma imagem aérea de ~1940 da cidade. Na época o foco era o Sanatório Vicentina Aranha, mas as imagens também permitem retratar o desenvolvimento urbano de parte da cidade em 50 anos.
A imagem colorida é de 2007, do Google Earth, com um satélite de alta resolução o Quick Bird da Digital Globe. O programa "veste" a imagem em um modelo numérico do terreno (MNT), no caso um TIN (triangular irregular network) gerado a partir de dados SRTM ( altimetria via RADAR). É possível mover à vontade a representação 3D e realizar "vôos" em tempo real. Registrei a imagem antiga com a nova e gerei uma camada "vestindo" o MNT e que permite comparar as duas imagens.
Abra em duas janelas diferentes e veja a verdadeira história da nossa Urbe registrada em imagens e não contada por especuladores imobiliários com todo tipo de interesse de manipulação artificial do mercado para auferir lucro rápido em detrimento das futuras gerações.
Terça-feira passada, checando meus emails, notei sob a nome de um contato biker, Vânia, um link do youtube. As pessoas falam muito no Tweeter, de onde piam para o mundo, entretanto todos os serviços de email e até orkut já tem seus micro-tweeter. Você pia, mas só para os pássaros das suas relações. Fiquei curioso e abri. No filme uma cena bela, o banhado visto do Vip Center, emoldurando uma horrível: Uma imensa nuvem de fumaça preta!
Na hora pensei, "desastre ecológico!". Que absurdo! Perguntei para minha amiga pelo I.M.:
"13:52 eu: será que na área da Rhodia? dava para ver se era desse lado de cá do rio?"
Enquanto isso fiz uma triangulação, plotando o Vip Center, onde foi feito o filme, e um alvo que aparece claramente no filme e que eu conheço bem de perto, por passar lá várias vezes por mês, um reflorestamento no bairro Altos de Santana. Um topo de morro. Aparece no filme como uma mancha escura e bem definida, sobre um padrão claro, característico da urbanização vista desse ângulo. No mapa abaixo também mostro a área da Rhodia em relação ao ponto de visada, e a direção do vento estimada pela direção da "pluma" de fumaça.
A coisa ficou por aí. Decidí investigar mais e meu amigo Max, Engenheiro Ambiental em uma grande refinaria da região, me garantiu que os bombeiros e a Cetesb com certeza seriam acionados.
Mais tarde fui pedalar a noite com meu amigo Guto. Estava chateado e sua esposa Pascali muito brava. Sua casa no bairro Esplanada do Sol e várias outras foram atingidas por uma "fumaça preta e gordurosa". O poodle branco dela ficou degradê. Preto nas patas até cinza escuro na nuca. Olha a extensão dos danos. Isso os visíveis. E as pessoas que respiraram essa substância, esse resíduo de queima de sabe lá que tipo de produtos químicos?
A empresa é a Crylor Radici Nylon, sucessora de Rhodia em São José dos Campos. Segundo o Jornal Vale Paraibano A Cetesb foi acionada e os bombeiros receberam várias chamadas. Abaixo o Endereço da Agência Ambiental de São José dos Campos. Pode ligar que as coisas acontecem.
Av. Olivio Gomes, s/n Bairro: Santana/Pq. da Cidade Cidade: S J Campos Cep: 12211-120 Fone:(12) 39226041 - Fax :(12) 39226041 E-mail: sjcampos@cetesbnet.sp.gov.br
A reportagem ainda cita, e põe a foto na capa, um despejo de resíduos de queima no Rio Paraíba. Como leigo em produção de plásticos, minha teoria é que tiveram algum derrame dentro da planta. Em vez de fazerem uma cara remoção sistemática, despejaram tudo num laguinho abaixo da planta e TACARAM FOGO. Para esconder os rastros, jogaram tudo no velho e bom Rio Paraíba. E dane-se quem estiver rio abaixo.
p.s. Aqui mais informações no VNEWS. Minha tese de leigo estava errada, o que não é de surpreender. Segundo a reportagem foi um entupimento e queima de óleo pesado em uma caldeira, ou queima incompleta. E o resíduo de óleo queimado? é a própria fuligem que caiu sobre o rio e as casas. Veja o filme no VNEWS.
p.p.s. Me informa meu amigo Milton Kampel, que já foi membro do Conselho Municipal de Meio Abiente de São José dos Campos de 2003 a 2006 & continua atuando localmente: Prefeitura multa empresa por poluição. Muito bem pessoal do Executivo Municipal!
O Instituto Socioambiental divulgou nota de uma associação de Ianomâmis (Yanomamis) chamada Hutukara, com as coordenadas geográficas das pistas de pouso que estão sendo utilizadas para reativar diversos garimpos em terras indígenas em Roraima. Com essas informações criei no Mapsgoogle o mapa acima.
Paulo Roberto Martini interpretou imagens de satélite recentes da área ( LANDSAT-5 de 11 de novembro de 2009); no escopo do Projeto Panamazônia II.
As imagens de satélite retratam a situação atual de utilização das pistas de pouso dos garimpos na Área Ianomâmi do Alto Rio Couto Magalhães. Existe evidência de utilização recente.
É meu amigo, quando você toma um banho de represa nem imagina toda a beleza da Física por trás daquelas condições perfeitas para o banho. Aqui já cabe o primeiro parênteses: Beleza e perfeição são diferentes para cada indivíduo. Mas, voltando ao reservatório, afinal, o que é aquilo lá? Numa definição simples não passa de um imenso lago artificial... Lagos são estudados pela limnologia.
O motivo de estar falando isso aqui foi uma discussão com um cara que entende muito de atmosfera. A gente comentava sobre porque, naquele dia, não dava para perceber a camada gelada que quase sempre existe no fundo da represa. Grandes massas de água tendem a manter suas características físicas ao se encontrar. Isso acontece principalmente pela diferença de densidade que acontece em consequência da temperatura; como óleo e água as duas massas de água não se misturam.
Fluidos quentes e frios, densidades diferentes, levam a pessoa a pensar em convecão; como na atmosfera. Porém na represa não é esse mecanismo que causa a estratificação, ou melhor, a quebra dela, a fonte de energia é o Sol que aquece o "topo", a superfície da coluna d'água. Muitos meteorologistas se confundem com isso, ao pensarem num modelo físico para o funcionamento dinâmico de um lago.
Na coluna de água do Reservatório do Jaguari em Jacareí/ São José dos Campos, e qualquer outro semelhante, a estratificação acontece na medida em que a água superficial diminui a densidade com o aquecimento e para de se misturar com a camada inferior que continua fria.
A mistura dessa água, que causa a quebra da estratificação, acontece quando a energia vinda do vento é suficiente para romper essas barreiras. Imagine um drink tropical de duas cores quando você mistura com o guarda-chuvinha.
Essa explicação é uma super simplificação de fenômenos limnológicos complexos. Existem variações espaciais, nictamerais, sazonais, estratificaçoes em várias camadas e etc. Agora é com você e com o google meu amigo, existe farto material online sobre o assunto. Mergulhe!!!
(Texto feito em homenagem ao Guto. Um amigo meu de pedal, de papos filosóficos & as vezes até epistemológicos!)
Esse o nome do conto do Ray Bradbury, no livro "As Maçãs Douradas do Sol". Leia com cuidado, aqui nesse review da Revista Time, e me diga se não lembra o que acontece na Nuvem de Dados (Cloud Computing).
Nuvem de dados... Bem romântico, quando na realidade a coisa é mais como uma planta industrial; liberando indiretamente carbono pelo alto consumo de energia.
Me impressionou na juventude o conto do Ray Bradbury, Power House. Casa-de-Força onde um casal se abriga de uma tempestade no deserto. Lá ele falava da eletricidade pura, sem nenhum sinal, dados, mas funciona aqui do mesmo jeito. Zumbe a 60 Hertz do mesmo jeito.
O filminho mostra um dos recipientes de armazenamento de dados do Google. Primeira vez que eles mostram onde fica armazenado o seu GMail, seu filminho no Youtube, suas fotos no Panoramio e queijandos.
p.s. Durante a pesquisa para esse post achei essa pérola abaixo. Uma participação do Ray Bradbury num comercial de ameixas. O ano é 2001. Cadê os tubos???
Filme excelente do Quentin Tarantino. Pode ir assistir sem medo, qualquer coisa você fecha os olhos.
Se você gosta de mapas, cartografia ou qualquer coisa Geo (Terra), mantenha os olhos bem abertos. Note a importância dos mapas, tanto na cena regada a scotch onde Churchil passa a missão para o atentado terrorista, quanto naquela onde Adolf Hitler enraivecido brada loucamente com seu staff. Cenas densas de símbolos geográficos.
Note que o mapa imenso dos Nazistas encobre toda a parede, mas abrange apenas a Europa, Norte da África & Oriente Médio. Já os Ingleses, bom, é o Império onde o Sol nunca se põe, certo? Um mapa nem tão grande, belamente emoldurado, do Planeta Terra.
Esse paper me lembrou de um curso que dei em 2006 "GOOGLE EARTH como Instrumento de Popularização de Sistemas de Informações Geográficas". A idéia na época foi apresentar essa ferramenta poderosa ao pessoal do ATUS, atendimento aos Usuários de Imagens de Satélite geradas na DGI do INPE. Mais do que apresentar o software, procurei discutir como o acesso irrestrito à geoinformação reflete em questões de cidadania, como justiça social e justiça ambiental; chegando até a questões semióticas, quando a mudança na compreensão dos símbolos espaciais repercute na estrutura da sociedade.
Nossa a coisa ficou hermética! Para desanuviar dois filminhos sobre como estou me equipando com um aparelho Garmin Oregon 300 para participar dessa revolução tecnológica. Uma evolução do meu Projeto GPEsse.
No filme acima faço uma breve demonstração da tela tipo touch. O danado tem capacidade de fazer survey, 12 canais, antena interna, bússola eletrônica, barômetro, 1GB nativo e 4GB em cartão microSD, interface miniUSB. Comprei depois de pesquisar o melhor GPS portátil para levantamento.
No segundo filme faço o download de dados direto do disco, sem nenhum software da Garmin e depois abro no GPSTrackmaker Grátis o primeiro tracklog do meu aparelho.